RISC-V: a criação de chips pode ser acessível e colaborativa

Sinônimo de inovação e segurança, o projeto RISC-V se propõe a mudar o jogo no que se refere a chips. Isso porque ele inaugura um design de microprocessador com código aberto, possibilitando a personalização conforme as características de cada organização. Mas, na prática, como isso se aplica? Neste artigo, você vai entender mais sobre a criação de chips facilitada e colaborativa proposta pelo RISC-V.

O que é RISC-V?

O RISC-V é uma inovação na indústria de chips, facilitando a criação de chips por, virtualmente, qualquer pessoa. RISC é a sigla para Reduced Instruction Set Computer, ou seja, um computador com um conjunto reduzido de instruções. Aliás, como se trata de um projeto de código aberto, qualquer organização pode aproveitá-lo em seus projetos sem pagar royalties.

A solução foi desenvolvida em 2010 e, como diz seu site oficial, representa “uma nova era de inovação em processadores por meio de colaboração em padrão aberto”. Portanto, é algo totalmente diferente do que se tinha até então: processadores com arquitetura fechada e necessariamente licenciados para implementação. O RISC-V trabalha com processadores de 16 a 128 bits, com alto desempenho e baixo consumo e energia.

A filosofia de liberdade e autonomia trazida pelo RISC-V representa, de fato, uma nova era. Agora, fabricantes não precisam pagar pela licença, visto que têm à disposição uma alternativa aberta que facilita a inovação com um modelo de compartilhamento de software. Dessa forma, diversas organizações podem utilizar o mesmo padrão – o que também resulta no constante aprimoramento de sua arquitetura.

Como a nova dinâmica de criação de chips impacta o dia a dia?

Com o conjunto de instruções (ISA) disponibilizado pelo RISC-V, desenvolvedores e fabricantes podem se beneficiar em diferentes níveis, tanto em aplicações comerciais quanto industriais. Afinal, é uma solução voltada à criação de chips personalizados para sistemas embarcados. Logo, fica mais fácil desenvolver projetos customizados para cada demanda – inclusive de inteligência virtual, realidade aumentada e aprendizado de máquina.

Ou seja: da Internet das Coisas até dispositivos móveis ou soluções automotivas, muitas aplicações são impactadas com chips personalizados. Além de processadores de inteligência virtual, o chip de padrão aberto vem sendo utilizado, por exemplo, em sistemas de alarme, GPS, discos rígidos, computadores e fones de ouvido.

Em resumo, com o ISA livre, o RISC-V permite que qualquer empresa desenvolva e comercialize livremente seus chips e softwares. E, como vimos, isso se torna possível para qualquer finalidade e grau de complexidade. Além disso, não há necessidade de pagar royalties para a utilização e implementação do sistema.

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Foto: iStock/Mykola Pokhodzhay

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